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Resumo palestras: Economia e Comércio Exterior

abril 1, 2011

Semana de conteúdo econômico:

Terça-feira 29/03:

“Brasil no Mundo: Vendemos produtos ou eles são apenas comprados?”

Paulo Cesar Catelan Mendonça – Professor FAAP-SP (Comércio Internacional e Logística)

Quarta-feira 30/03:

“Brasil: Aproveitando a melhor década da história”

Ricardo Amorin – Economista (Consultoria e palestras pelo Brasil e exterior)

Boas informações.

Na primeira foi abordado o comércio exterior do Brasil.

Logística: é necessário organização, equipe (profissional capacitado), deslocamento e objetivo.

Crise 2008: crise bancária, especulação imobiliária. Desta forma Paulo imagina que a próxima crise será de commodities, pela especulação dos fundos de pensão americanos, grande causa do aumento destes preços.

Estamos preparados? O professor bateu bastante nessa tecla, temos profissionais qualificados?

Globalização: você está globalizado ou é globalizado? Segundo Paulo Mendonça nós somos globalizados. Não importa como nos posicionamos, dentre tudo que utilizamos em nosso dia-a-dia alguma coisa é importada. Principalmente da China. E qualquer comportamento no exterior nos afeta de alguma forma.

PIB brasileiro de 2000 a 2010 teve crescimento acumulado, porém constante. Já o comércio exterior teve crescimento exponencial. “Estamos preparados?”

*Enorme dívida interna nacional; acessibilidade aos portos; participação mínima na OMC;

Sendo que no comércio exterior, o volume exportado está constante e o preço está aumentando. Já o volume importado está em alto crescimento e o preço constante.

A exportação é nosso maior problema. É preciso passar por mais de 60 órgãos públicos, dificuldade e demora para abrir uma empresas no país e encrgos trabalhistas altíssimos são as três principais causas para o baixo crescimento das exportações nacionais citadas por Paulo Mendonça.

Concluindo, “o Brasil não vende, ele é comprado”.

Exportamos basicamente commodities. É preciso beneficiar nossas commodities e ir vendê-las como produtos. “O profissional brasileiro espera o comprador vir até ele”.

Desafios a serem superados: profissionais, infra-estrutura e governo.

—————

Na segunda, Ricardo Amorim iniciou dizendo que tinha como objetivo “alterar radicalmente nossa forma de enxergar a economia mundial”. Radicalmente eu não sei, mas que alterou, alterou. Bastante conteúdo. Vamos lá:

Crise nos EUA: redução de crédito, desemprego, baixos salários = redução do consumo.

A dívida está nas mão dos governos. Começou pelo consumidor de crédito, passou aos bancos e os governos injetaram dinheiro assumindo a dívida. Isso nos EUA e Europa.

Maior oferta de dólar no mercado e dimunuição do consumo americano, seu preço diminui: causa da queda do dólar no mundo inteiro.

China: mão-de-obra de sobra = salário baixo (“alta oferta de mão-de-obra”)

População altíssima, muito consumo básico: energia e alimento. Além do êxodo rural, cidades em crescimento demandam muita matéra-prima para construção civil.

Índia: Não tem mais espaço para plantio de cana-de-açúcar. É necessário importar ou melhorar produtividade para abastecimento interno. E é “a próxima bola da vez” depois da China em crescimento e desenvolvimento.

A partir de 2000 o crescimento dos países emergentes foi maior do que os países desenvolvidos, esse quadro teve início antes da crise de 2008. Isso por causa da abertura comercial chinesa e sua entrada na OMC.

“O Braisl está remando a favor da maré, o momento é bom. Ao contrário dos EUA e países europeus”.

“O Brasil hoje é fonte de estabilidade, e não de instabilidade como sempre foi considerado”.

Principalmente para os setores de serviços e comércio. Setor industrial se complica ao competir com matéria-prima barata chinesa.

Dólar em queda, preço do petróleo aumenta. Consumo de energia chinês e indiano em crescimento. E o Pré-sal brasileiro, boas perspectivas pela previsão de aumento do preço do petróleo.

Na Europa, os governos precisam gastar menos, poupar mais, reduzir custos pra se recuperarem da crise. Desaceleração do crescimento.

“Irlanda e Grécia já tiveram financiamento do FMI. Portugal e Espanha são os próximos. Em um ou dois anos Bélgica e Itália também irão fazer parte deste grupo. Recursos do FMI têm fim, e depois?”

Atualmente há empresas brasileiras entre as maiores do mundo em vários setores. Bancos nacionais compraram bancos americanos, empresas alimentícias comprando empresas estrangeiras. O maior banco do mundo é chinês (ICBC). A realidade mundial está mudando. “Estamos acostumados com o Brasil que nunca dá certo. Precisamos de atenção para eliminar esse preconceito, é possível o Brasil dar certo”.

A distribuição de renda e demográfica nacional estão favoráveis. Mais gente nas classes C e AB, e estamos na transição entre baixa natalidade e crescimento de idosos. Maior população está entre 18 e 55 anos.

Como no mundo, regiões ou países com mais espaço e mais gente (pobres) têm maior crescimento. China, Índia e Brasil principalmente. Aqui o norte do país possui maior crescimento do que o sul. Isso altera até o fluxo migratório.

Mesmo com a corrupção, má infra-estrutura, tributação e outras pedras pelo caminho essa será a melhor década para o Brasil diz Ricardo Amorim. “Por isso que depois de nove anos em Nova Iorque voltei para São Paulo. Chegou o momento“.

E a copa, vai sair? Em Outubro de 2014 teremos eleições. “Podemos nos surpreender por causa disso”.

Aquele abraço!

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