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Você é estranho? Acho que somos

fevereiro 11, 2012

Livro: We are all weird

Autor: Seth Godin

De acordo com Seth Godin, na visão do marketing atual somos todos estranhos porque o marketing direcionado para as massas está cada vez menos eficiente. As pessoas não se agrupam mais em massa, existem inúmeros grupos que gostam de coisas totalmente diferentes.

O ser humano prefere se organizar em tribos, ou em grupos de pessoas que compartilham uma mesma liderança, cultura ou a mesma definição para o normal. Hoje existem milhares de grupos que respeitam, admiram, apoiam e tomam decisões (escolhas) que os que estão de fora julgariam estranhas, e que para quem fazem parte, ficam como escolhas normais. A revolução digital facilitou a união e aumentou o número de tribos e de pessoas por tribo.

Ser estranho significa tomar uma decisão, seguir em direção ao que você acredita e ao que você quer, e não ao que os marketeiros querem. É o que está acontecendo atualmente, o número de estranhos está aumentando e uma maneira bem simples para mostrar isso são os gráficos abaixo:

Gráfico 01:

Na década de 50, o marketing era basicamente o mesmo para todo mundo. A eficiência era medida pelo número de pessoas que a ação de marketing atingiria; quanto maior, melhor. Veja na curva do gráfico 01, quase todo mundo está dentro da área dos normais.

Com o passar dos anos, a curva de distribuição dos normais mudou, ficou “mais larga e mais baixa”, indicando que o número de pessoas normais diminuiu e o número de pessoas fora da curva dos normais aumentou, os estranhos:

Gráfico 02:

A maior razão para esse aumento de estranhos é a maior disponibilidade de opções no mercado, promovendo maior chances de escolha. Dessa forma, com maiores chances de escolha, as pessoas podem escolher o que querem dentre um maior número de opções, o que não era possível anteriormente. As pessoas tinham poucas opções de escolhas, e por isso não havia muitos estranhos.

Gráfico 03:

Veja em 2010 como a curva dos normais ficou mais baixa (menos normais) e mais larga (mais opções de escolha).

Assim, diante de inúmeras opções, as pessoas demonstram sua personalidade de acordo com o que consomem. Podem escolher o que consumir e com certeza há algo que mostre exatamente o que ela quer demonstrar. Provavelmente será estranho para quem não escolheu o mesmo, mas será totalmente normal para aquele grupo consumidor.

Seth Godin diz: “Mass is dead. Here comes weird.

Ele defende que incentivar a todos a se unirem como normais simplesmente para vender mais para a mesma massa é ineficiente e errado. O marketing para a massa não funciona mais, a oportunidade de hoje é incentivar a criação de grupos, vender para os grupos e fazer parte de grupos (tornar-se um estranho).

Um ponto interessante do livro é a definição de rico. Rico é quem tem condições (financeiras) de fazer escolhas. Não é preciso ter um avião particular para ser rico, é preciso ter tempo, comida, saúde e acesso suficientes para estar em contato e interagir no mercado, tanto com coisas como com ideias: escolher o que comprar e como viver sua vida.

Interessante, não? Seguimos sendo estranhos com nossas escolhas. 🙂

Aquele abraço.

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